Depois de uma era inteira dedicada a provar versatilidade — jazz, atuação, balada de piano — Lady Gaga volta pro que faz de melhor: pop máximo, produzido até o último detalhe, sem pedir desculpas por isso.
O novo álbum não tenta reinventar a música pop. Mas também não precisa. Tem refrão que gruda na segunda audição, ponte que existe só pra você levantar as mãos, e pelo menos três faixas que vão dominar academia e balada ao mesmo tempo.
O que impressiona é a consistência: não tem faixa de recheio óbvia. Cada música parece ter passado pelo mesmo control de qualidade obsessivo que definiu os primeiros discos da carreira.
Se você queria uma declaração artística ousada, talvez saia frustrado. Se queria um disco de pop competente do início ao fim, é exatamente isso que está entregue.
